Para os comunistas açorianos, “as respostas encontram-se no serviço nacional e regional de saúde, no ensino público, na segurança social pública, no sector público empresarial regional, como a EDA, o Grupo SATA e a conserveira de Santa Catarina” adiantando que “se algumas conclusões se podem tirar dos efeitos desta pandemia, uma delas será a necessidade de rever as posições que o Governo Regional detem na EDA. É preciso e necessário que uma empresa como a EDA seja pública e esteja ao serviço da região, é necessário iniciar-se esse processo de aquisição da parte que está na posse de capital privado”.
Entende o PCP Açores que numa altura em que “ao mesmo tempo que os trabalhadores vêm os seus rendimentos abruptamente reduzidos, ou ao mesmo tempo que os pequenos empresários fazem enormes esforços para as suas empresas poderem sobreviver, temos exemplos de como os grupos económicos mantêm as suas benesses intocadas”, dando como exemplo “a distribuição de 16,5 milhões euros aos accionistas da EDA por um lado, e por outro a empresa ter que se endividar para fazer face a investimentos que serão necessários realizar no próximo ano”.
Por este motivo, o PCP Açores defende que “não exista distribuição de dividendos da EDA pelos seus accionistas”, considerando que “esses dividendos sejam aplicados nos investimentos que é necessário realizar e se reflictam na diminuição da factura paga pelos açorianos”.
O PCP recorda que a retoma da economia vai requerer investimento. “Investimento público, em primeiro lugar, para relançar a economia e estimular o investimento privado. Mas para haver também investimento privado é preciso que as empresas não sejam descapitalizadas”, adverte, entendendo que “é necessário garantir que sectores estratégicos da economia estejam sob controlo público, ao serviço da Região e não dos lucros”.
O PCP Açores defende, por isso, e considera prioritário “que se estabeleçam opções claras para que não sejam distribuídos os dividendos da EDA e se criem as condições necessárias para a mesma seja 100% pública e ao serviço da Região”.