“A Provise, apesar de manter, ao longo dos últimos anos, os seus trabalhadores com salários em atraso, continua a celebrar contratos de prestação de serviços com o Governo Regional e empresas públicas regionais. Trata-se de uma situação absolutamente escandalosa, que demonstra a existência de relações de inegável cumplicidade entre a empresa e o executivo regional”, acusa o deputado do PPM, Paulo Estêvão.
Segundo denuncia, existem trabalhadores com “três salários em atraso, uma situação absolutamente intolerável no âmbito da subsistência das famílias afetadas nestes tempos tão difíceis”.
O deputado dá o exemplo de dois trabalhadores da empresa que exerciam funções na aerogare da ilha do Corvo: “Depois de vários anos a suportarem situações de incumprimento salarial, os mesmos optaram agora por se despedirem por justa causa (tendo em conta que já somavam vários salários em atraso). As suas funções estão a ser desempenhadas pela Polícia de Segurança Pública”, conta Paulo Estêvão.
“Não se sabe o que é que aconteceu ao contrato celebrado entre a SATA e a Provise, uma vez que a empresa deixou de prestar o serviço contratualizado na referida aerogare. Também não se sabe que despesa adicional esta situação acarreta para a SATA, assim como todas as questões relacionadas com a segurança das operações aeroportuárias realizadas na referida infraestrutura”, indaga o deputado único do PPM no parlamento regional.
Criticando “a inoperância cúmplice do Governo”, o partido solicitou o debate urgente da sua proposta que pretende impedir o Governo Regional e o sector público empresarial regional de celebrarem contratos com empresas de segurança privada com salários em atraso.
O PPM pediu ainda a audição urgente do Governo Regional em sede parlamentar no sentido de explicar as relações existentes com a Provise.