Parlamento nacional aprova alteração ao limite de endividamento para Açores e Madeira
SuperUser Account

Parlamento nacional aprova alteração ao limite de endividamento para Açores e Madeira

Previous Article Previous Article Extinta no Nordeste a última e maior cadeia de transmissão local da Região
Next Article Volume de negócios da indústria conserveira açoriana ultrapassa os 77 milhões de euros Volume de negócios da indústria conserveira açoriana ultrapassa os 77 milhões de euros

O grupo parlamentar do PS defendeu ontem que as propostas do PSD para alterar a Lei das Finanças Regionais, em matéria de limites de endividamento, não fazem sentido, justificando que será apresentado em breve o Orçamento do Estado Suplementar.

“Na prática, as vossas propostas entram em vigor em 1 de Janeiro de 2021. Que sentido faz isto quando para a semana sabemos que dá entrada nesta Assembleia o Orçamento do Estado Suplementar?”, questionou a deputada do PS Isabel Rodrigues na Assembleia da República (AR).

Os deputados debatiam projectos de lei apresentados pelo CDS-PP e pelo PSD que visam a alteração da Lei das Finanças Regionais em matéria de limites de endividamento.

Salientando que o PSD não está a solicitar nada “que não seja justo” e que não tenha sido aprovado pelo parlamento, “e bem”, para apoiar as autarquias locais no combate ao vírus, a deputada do PSD Sara Madruga da Costa, eleita pelo círculo da Madeira, defendeu que a população madeirense também precisa de apoio. 

Em resposta, Isabel Rodrigues (PS) recordou que o primeiro-ministro, António Costa, disse na quarta-feira, na AR, que as regiões autónomas dos Açores e da Madeira poderão “contar com os recursos de que necessitavam e que o Governo da República estaria disponível para isso, como aliás tem estado”. 

“Estamos todos de acordo quanto à necessidade de medidas excepcionais para fazer face a uma situação que é excepcional. E comungamos do objectivo. O que não comungamos é da forma”, frisou. 

Intervindo na discussão, que não contou com a intervenção do Governo, a líder da bancada do CDS-PP, Cecília Meireles, realçou que “não se pode reclamar por solidariedade internacional” sem ter em conta que as medidas de excepção “devem ser iguais e justas em todo o território nacional”.

Pelo PCP, Alma Rivera anunciou que os comunistas vão acompanhar todas as propostas, argumentando que “os Açores e a Madeira precisam de poder utilizar todos os meios disponíveis para apoiar a sua economia, o relançamento da atividade económica e milhares de pessoas em situação difícil”.

Por seu turno, a deputada do PAN Bebiana Cunha manifestou-se disponível para acompanhar o PSD na votação da proposta que permitirá à Madeira adiar o pagamento da dívida caso seja também tomada uma “medida complementar que compense os Açores”.

Mariana Mortágua, do BE, considerou as propostas “justas”, salientando ser esse o motivo do voto favorável dos bloquistas e não a “birra” feita pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, “chantageando os madeirenses”.

O deputado da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, falou numa “obrigação de salvaguarda e de solidariedade” para com estas regiões.

 

Share

Print

Theme picker