O encontro teve como objectivos perceber as fragilidades actuais deste sector e auscultar as opiniões dos taxistas quanto à possibilidade da entrada da UBER na Região, para a partir daí manifestarem a opinião do partido.
Neste sentido, o Chega Açores manifesta-se “contra a decisão do Governo apoiado pelo PS, uma vez que foi possível perceber que regra geral esta actividade é desenvolvida por empresários em nome individual, que têm neste negócio a única forma de assegurar a subsistência dos seus lares e que o sector atravessa grandes dificuldades, que tem levado à desistência de alguns Alvarás de táxi, mostrando-se assim que a sobrevivência do sector está gravemente comprometida, principalmente numa altura em que a região atravessa grandes dificuldades no sector turístico”.
O Chega Açores diz lamentar “profundamente que os taxistas não tenham sido auscultados em todo este processo, sendo que estes são os principais prejudicados com esta iniciativa do Governo Regional” e lembra “que o facto de serem perdoados alguns custos relacionados com licenciamentos estatais, durante este ano e apenas a alguns taxistas, não são de forma alguma contrapartida para o problema causado, uma vez que o sector poderá precisar de um apoio permanente, com a aquisição de gasóleo a preço profissional, conforme defende António Feleja, Presidente desta Associação.
Assim, o Chega Açores mostra-se actualmente contra a entrada da UBER nos Açores, aceitando esta possibilidade “apenas num cenário de retoma da actividade económica e turística para valores acima dos registados nos últimos anos, uma vez que mesmo regressando a actividade económica e turística aos valores de 2019, será ainda incomportável esta partilha da actividade, entre taxistas, rent-a-cars, empresas de animação turística e a dita UBER, uma vez que os operadores atrás indicados e em actividade na região, já apresentavam, num passado recente, grandes dificuldades na partilha da actividade, por existir já uma capacidade instalada de dimensão apreciável na Região”.
O Chega Açores diz ver “com estranheza esta decisão tomada pelo Governo Regional, não descartando que com tal iniciativa poder-se-á estar a beneficiar interesses instalados e adverte o mesmo que a eventual teimosia em levar por diante esta decisão tomada recentemente, pode causar graves problemas sociais às famílias que dependem da regular e sustentável actividade económica de transportes na região, numa altura em que já existem graves problemas sociais em tantas famílias nos Açores”.