Em causa está o Festival Taurino do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, que atraiu mais de 2 mil pessoas à Praça de Touros da ilha Terceira. Após o evento, a Autoridade de Saúde Regional revogou a permissão para a realização de espectáculos tauromáquicos nos Açores, com Tiago Lopes a admitir que as regras do distanciamento social não foram respeitadas.
O Bloco de Esquerda afirmou, entretanto, ser “incompreensível” a autorização dada ao evento, onde não foram cumpridas as regras de distanciamento social. “A Direcção Regional de Saúde tem de explicar porque autorizou a realização de uma tourada sem regras de distanciamento social no passado fim-de-semana, no que constitui uma violação da própria circular da DRS relativa a este tipo de evento”, refere o partido em comunicado. Para os bloquistas, esse facto torna-se “mais incompreensível quando não foram autorizados recentemente eventos desportivos sem a presença de público, outros são autorizados mas sem público e quando os agentes culturais na região se deparam com falta de informação sobre as regras para eventos”.
“A autorização para realização de eventos e as regras sanitárias para os mesmos não podem ser discricionárias e ao sabor de interesses económicos, eleitorais, outros ou de quem promove o evento. Têm de ser claros, objectivos, aplicados com equidade e, acima de tudo, têm de colocar em primeiro lugar a saúde pública”, defendem os bloquistas. Tendo em conta o “grave incumprimento” que se verificou no referido evento, o BE desafia a DRS da Saúde a “dizer qual a penalização que será aplicada aos promotores do evento”.