A CDU da ilha de São Miguel defende um programa de emergência para a Saúde, criticando o “desinvestimento” do Governo açoriano no sector.
“É urgente um programa de emergência para a saúde, com um investimento adequado, que permita responder a todos os adiamentos que se verificaram desde Março e que dê início a um novo paradigma nos cuidados de saúde, dirigidos não apenas a cuidar da doença mas sobretudo a manter a saúde, prevenindo a doença”, defende o partido.
Em comunicado, a CDU lamenta que as listas de espera e os cuidados de saúde em São Miguel sejam “adiados há anos”, considerando que o “desinvestimento na saúde do Governo Regional levou ao crescimento das listas de espera, à falta de médicos em várias especialidades, a que o número de enfermeiros e auxiliares seja insuficiente para as necessidades, e a que os cuidados de saúde, frequentemente, não sejam os que seriam necessários”.
A CDU realça que a pandemia veio agravar esta realidade, “de forma dramática, para muitos cidadãos, interrompendo intervenções médicas, adiando o início de tratamentos e atrasando procedimentos de rotina”.
Para o partido, “é urgente inverter o subfinanciamento na saúde que já dura há largos anos” e “dotar a ilha dos recursos humanos, médicos, enfermeiros e auxiliares, que permitam responder às necessidades dos micaelenses”.
No comunicado, a CDU/São Miguel aponta que o programa de emergência requer “requer verbas adequadas, para que se consigam os necessários recursos humanos e materiais”, alertando que “se esse programa pode sair, no curto prazo, mais dispendioso, tal se deve apenas ao atraso de vários anos, em que se empurraram milhares de cidadãos para situações de doença e cuidados de saúde privados”.