Entendem os bloquistas que “é inexplicável que, passado um mês, além de acusar a recepção da carta, não haja qualquer iniciativa da autoridade sanitária no sentido de dar resposta ao solicitado”. Uma situação que o BE considera “inexplicável” uma vez que a dois meses do acto eleitoral, “os partidos precisam de organizar as suas campanhas, necessitando, por isso, de conhecer as recomendações sanitárias a que devem obedecer”.
Para o BE, “este inexplicável silêncio sobre uma situação de tão grande importância como são as eleições legislativas regionais insere-se numa condução errática, muito pouco clara e pouco credível a que temos assistido em diversas situações, recentemente, por parte da Autoridade de Saúde Regional”.
Apesar de reconhecer que a crise pandémica encontra-se, nos Açores, numa fase mais controlada, os bloquistas advertem que “os açorianos e açorianas precisam de ter plena confiança na Autoridade de Saúde Regional”, avançando que “nos últimos tempos, e perante esta actuação errática e equívoca crescem as dúvidas sobre se a saúde dos açorianos e açorianas está primeiro ou se este cargo está ao serviço de outro tipo de agenda política”.
Por este motivo, o BE considera “de uma falta de ética atroz que o Partido Socialista tenha convidado o actual Director Regional da Saúde a integrar as suas listas e que este, sem se demitir, tenha aceitado ser candidato”, frisando que “não estão em causa os direitos constitucionais da pessoa em questão” mas sim “a falta de ética desta situação tendo em conta a crise pandémica que atravessamos”.
Uma situação que leva o BE a concluir que, “para o PS, o que está primeiro são os seus interesses eleitorais”, adiantando que “os açorianos e açorianas precisam de uma autoridade de saúde credível, assertiva e que ponha como única prioridade a saúde das pessoas. Ao PS, tão solicito em exigir demissões e clareza quando se trata destas situações noutros partidos, exigimos que seja coerente. E essa coerência terá de envolver também o actual Director Regional de Saúde”, adverte o BE.