Fim dos voos internacionais nas Lajes é retroceder ao tempo de Salazar, diz CDS
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Fim dos voos internacionais nas Lajes é retroceder ao tempo de Salazar, diz CDS

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Mostrando-se indignado perante o facto de que a SATA deixará de voar para Boston e para Toronto a partir da ilha Terceira, Artur Lima observou que “a Terceira deixa, pela primeira vez em 50 anos, de ter voos internacionais. É preciso recuar ao final dos anos 60 do século passado e ao regime de Salazar para termos noção do retrocesso que esta decisão da SATA significa. O Aeroporto das Lajes foi promovido a apeadeiro: passou a ser o Apeadeiro das Lajes para a SATA e para a TAP”, disse.

Em conferência de imprensa promovida nas Lajes, o deputado centrista dirigiu duras críticas ao actual Conselho de Administração da SATA, recordando que “aquando da sua tomada de posse, disse que iria haver uma reestruturação da SATA e que esta iria doer, embora não se soubesse a quem. Ora agora nós já descobrimos a quem é que vai doer: já começou a doer aos terceirenses”, comentou Artur Lima.

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS/Açores acusou ainda o Conselho de Administração da SATA de “desprezar profundamente a ilha Terceira, convertendo-a numa mera escala técnica: por exemplo, hoje [ontem] a SATA vem, mas não volta; e há dias em que a SATA vai, mas não volta”. “O CDS repudia veementemente esta atitude da SATA”, frisou.

“Este ataque hediondo ao tecido económico e social da ilha Terceira sugere um recuo ao tempo profundo da ditadura nos anos 60, já que foi em 1971 que se iniciaram as ligações aéreas de Lisboa para as Lajes e das Lajes para Boston”, prosseguiu Artur Lima, desafiando os Terceirenses, a propósito da aproximação das Eleições Legislativas Regionais, a reflectirem “se querem este tipo de democracia serôdia, centralista e ditatorial ao estilo salazarista e ao estilo do Estado Novo”.

“Está na altura dos terceirenses fazerem escolhas”, declarou o Presidente do Grupo Parlamentar do CDS/Açores. “Está nas mãos dos terceirenses acabar com esta ditadura centralista e terem uma alternativa. E essa alternativa é o CDS”, frisou.

 

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