Empresários preocupados em cumprir com a manutenção dos postos de trabalho
DA

Empresários preocupados em cumprir com a manutenção dos postos de trabalho

Previous Article Previous Article Domingo, 13 de Setembro de 2020
Next Article Governo dos Açores prolonga situação de calamidade pública em cinco ilhas Governo dos Açores prolonga situação de calamidade pública em cinco ilhas

Querem redução de impostos, crédito a fundo perdido e mais lay-off

A grande maioria das empresas associadas à Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada demonstra preocupação (81,29%) em cumprir com as condições estabelecidas em cada medida de apoio, sendo que as que responderam afirmativamente consideram a manutenção dos postos de trabalho a mais preocupante (83%).
Este resultado faz parte de um inquérito que a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada desenvolveu junto dos seus associados, tendo como objectivo “conhecer mais detalhadamente a forma como se estava a processar o processo de retoma da actividade, as perspectivas das empresas a curto e médio prazo, bem como as estratégias que devem ser seguidas, tendo em vista a recuperação económica”.
Os resultados do inquérito, em síntese, revelam que mais de 83% das empresas inquiridas recorreram a uma ou mais medidas de apoio, sendo elas nacionais ou regionais, sendo que o lay-off simplificado foi a medida à qual as empresas mais recorreram (74%)
Mais de metade das empresas considera que os apoios concedidos ficaram aquém do que era preciso e a maioria das empresas (63%) considerou que os negócios no período após a retoma (Maio/Junho) foram inferiores às expectativas.
Mais de 2/3 das empresas (67,7%) perspectivam os seus negócios para o 2º semestre de 2020 como muito negativos ou negativos e mais de metade das empresas inquiridas (53,5%) consideram que só voltará ao volume de negócios de 2019, depois de 2021.
Como medidas públicas a serem tomadas para ajudar as empresas nos próximos meses, as empresas apontaram a redução de impostos e da TSU (87,1%), a transformação de créditos, total ou parcialmente, em fundos perdidos (68,4%) e o prolongamento do lay-off (56,1%).
As empresas relacionadas com o Turismo e a Restauração, foram as que mais “sofreram” com a crise provocada pela pandemia, sendo mesmo o sector que se mostra mais pessimista com o normal retomar da actividade económica, apontando uma data para lá de 2021 para o normal retomar da actividade económica (Com Volumes de Vendas idênticas a 2019).
Por seu turno, as empresas do sector da Indústria e a Construção Civil mostram-se mais optimistas com o retomar da actividade económica.
Para o 2º semestre de 2020, as empresas do Comércio e Serviços (47,4%) e a Indústria e Restauração (57,1%) têm uma perspectiva positiva para os seus negócios, e o Turismo e Restauração, muito negativa (69,6%).
Por último as empresas referem quais as estratégias públicas que devem ser seguidas para um normal retomar da actividade económica (Por ordem de importância): Fundos europeus devem privilegiar as empresas (71%); Apostar em mercados externos para capturar turistas (53,5%); Privilegiar o mercado interno regional (50,3%); Maiores incentivos para investimentos privados (43,9%); Privilegiar o mercado ilha (41,9%); Apostar na produção interna de bens e serviços (34,8%); Mais investimento público (24,5%); Apostar em mercados externos para a venda de bens e serviços (23,2%); Participação pública para salvar empresas estratégicas; Fundos Europeus devem privilegiar o sector público e outras medidas (9,7% - 4,5%).

Share

Print
Ordem da notícia3

Theme picker