Diário dos Açores

Governo Regional exige reposição dos 140 milhões em falta no Plano de Resiliência

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O Governo Regional dos Açores anunciou ontem que “acompanha, de forma activa e empenhada, o processo conducente à aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal, ciente da sua importância para promover reformas sustentáveis, favoráveis à correção de fragilidades estruturais da economia, ao reforço da sua resiliência e que conduzam a maior competitividade”.
Neste contexto - prossegue a nota - o Governo Regional dos Açores solicitou que seja cumprido o compromisso do Ministro do Planeamento constante da carta de 26 de Agosto de 2020, recordou o teor do ofício de resposta endereçada pelo anterior Vice-presidente do Governo dos Açores ao Ministro do Planeamento, sem registo em arquivo, datada de 16 de Outubro de 2020, da qual o XIII Governo dos Açores tomou conhecimento no decurso do período legislativo da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores a 24 de Fevereiro de 2021, e solicitou resposta a esta comunicação.

Os compromissos exigidos

“Para além disso, no âmbito do processo de consulta pública em curso, o Governo Regional dos Açores sublinhou os seguintes aspectos e solicitou a sua adequada consideração na versão final do PRR: Compromisso do Governo da República em alocar 5% do PRR às medidas ou programas de investimento a financiar na Região Autónoma dos Açores (RAA); 
Importância dos investimentos a realizar na RAA, que constam na atual versão do PRR e que perfazem um total de 580 milhões de euros;
Pertinência da realização de investimentos na ordem dos 140 milhões de euros, cuja inclusão no PRR foi proposta pela Região e que não constam da sua atual versão, alocando-as a medidas direcionadas para as empresas regionais;
Necessidade de garantir o acesso das empresas da RAA a programas - que têm uma intervenção total de 2.295 milhões de euros - relativos a agendas mobilizadoras para a reindustrialização, descarbonização da indústria e transição digital (empresas), tornando este acesso explícito e garantindo a sua gestão direta por parte das autoridades regionais:
Imperativo de garantir o financiamento, através do PRR, do sistema de cabos submarinos de fibra óptica, com uma configuração em anel, entre Portugal Continental, a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira, designado por Anel CAM;
Prever a participação da RAA nos três níveis do modelo de governação propostos para o PRR”, conclui a nota governamental.

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