P. Delgada, Angra, Horta, Madalena e Vila do Porto são os municípios com maior poder de compra
Diário dos Açores

P. Delgada, Angra, Horta, Madalena e Vila do Porto são os municípios com maior poder de compra

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O Instituto Nacional de Estatística divulgou o Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPCC) com dados relativos ao ano de 2019 e que o nosso jornal já tinha noticiado.
Agora o SREA replicou o estudo com mais pormenores sobre o poder de compra por concelhos açorianos.
Este estudo apresenta uma análise dos municípios portugueses relativamente ao seu poder de compra numa acepção ampla de bem-estar material, tendo por base um conjunto de variáveis e o recurso a um modelo de análise fatorial em componentes principais, disponibilizando indicadores de síntese que traduzem o referido poder de compra.
No conjunto de variáveis referidas incluem-se dados sobre operações da rede Multibanco, crédito à habitação concedido, impostos, população, ganho mensal dos trabalhadores por conta de outrem, empresas, vendas de automóveis novos e de prédios urbanos.
O EPCC inclui três indicadores: o indicador per capita (IpC) do poder de compra, a percentagem de poder de compra (PPC) e o fator de dinamismo relativo (FDR).
O IpC refere-se ao poder de compra manifestado quotidianamente, em termos per capita, nos vários municípios ou regiões, tendo por referência o valor nacional.
Neste indicador, a RAA apresentou o valor de 87,96.
O município de Pontal Delgada (107,96) é o único que apresentou o IpC superior à média nacional, podendo ainda destacar-se os municípios de Angra do Heroísmo (96,09), da Horta (90,70), da Madalena do Pico (90,57) e de Vila do Porto (89,69).
O indicador relativo à Percentagem de Poder de Compra (PPC) é derivado do Indicador per Capita (IpC) e tem por objetivo avaliar o grau de concentração do poder de compra nos vários territórios, sendo que as áreas caracterizadas com maior ou menor poder de compra não dependem apenas da distribuição do poder de compra em termos per capita pelo país, mas também da distribuição espacial da população residente.
Neste indicador, a RAA concentrava 2,074% do poder de compra do país, sendo de destacar a posição de Ponta Delgada.
O indicador Fator Dinamismo Relativo (FDR) pretende refletir o poder de compra de manifestação irregular (geralmente sazonal) relacionado com os fluxos populacionais induzidos pela atividade turística.
Neste indicador a RAA (-0,277) apresentou um valor abaixo da média nacional (-0,088).
A análise do IpC por município tendo por referência, em simultâneo, os contextos nacional e regional possibilita avaliar o grau de coesão intrarregional e identificar os municípios que se destacam nesses contextos.
Nesta perspetiva, os 308 municípios nacionais distribuíam-se da seguinte forma em 2019:
24 municípios apresentavam um IpC, simultaneamente, acima do poder de compra per capita médio nacional e regional - sobretudo municípios das duas áreas metropolitanas (Lisboa, Porto, Oeiras, Matosinhos, São João da Madeira, Maia, Espinho e Vila Nova de Gaia) ou cidades de média dimensão, destacando-se as coincidentes com capitais de distrito (Faro, Coimbra, Aveiro, Évora, Braga, Beja, Leiria, Portalegre e Santarém), o Funchal, na Região Autónoma da Madeira, e Ponta Delgada, na Região Autónoma dos Açores;
- em 32 municípios o poder de compra per capita manifestado em 2019 ficava aquém da média nacional, mas acima da média regional - maioritariamente a municípios da faixa Litoral continental, sobretudo da região Centro (14 municípios de um total de 100), mas também das regiões Alentejo (7 em 58), Norte (6 em 86), da Região Autónoma dos Açores (4 em 19) e da Região Autónoma da Madeira (1 em 11);
- cerca de 80% dos municípios do país (244 em 308) revelavam um poder de compra per capita, simultaneamente, aquém da média nacional e da respetiva média regional (NUTS II), – esta proporção variava entre 44%, na Área Metropolitana de Lisboa, e 85%, na região Norte;
- por último, identifica-se a situação específica de oito municípios da Área Metropolitana de Lisboa, que apresentavam um poder de compra per capita acima da média nacional, mas aquém do respetivo valor regional (121,77): Amadora, Barreiro, Palmela, Loures, Setúbal, Almada, Cascais e Alcochete.

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