Avaliação bancária da habitação diminuiu para 1.530 por metro quadrado em Novembro
Diário dos Açores

Avaliação bancária da habitação diminuiu para 1.530 por metro quadrado em Novembro

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O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi 1.530 euros por metro quadrado em Novembro de 2023, menos 6 euros que o observado no mês precedente. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 5,6% (8,2% em outubro). Refira-se que o número de avaliações bancárias foi cerca de 29,3 mil, o que representa uma subida de 8,9% face ao período anterior e um aumento de 14,5% em termos homólogos.

Habitação

Em Novembro de 2023, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1.530 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo diminuído 6 euros (-0,4%) face a outubro.
O Alentejo apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (0,8%) e o Algarve a maior descida (-2,1%).
Em comparação com novembro de 2022, o valor mediano das avaliações cresceu 5,6%, observando-se a variação mais intensa na Região Autónoma da Madeira (17,0%) e a menor no Algarve (2,8%).

Apartamentos

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.696 euros/m2, tendo aumentado 5,3% relativamente a novembro de 2022. Os valores mais elevados foram observados no Algarve (2 065 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (2 021 euros/m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (1 164 euros/m2). A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (20,2%) e a Região Autónoma dos Açores a única descida face ao mesmo período do ano anterior (-1,5%).
Comparativamente com o mês de Outubro, o valor de avaliação desceu 0,3%, registando o Alentejo a maior subida (2,9%) e a Região Autónoma dos Açores a maior descida (-3,9%). O valor mediano da avaliação para apartamentos T2 subiu 12 euros, para 1.737 euros/m2, tendo os T3 descido 13 euros, para 1.505 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 80,0% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.

Moradias

O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.199 euros/m2 em Novembro de 2023, o que representa um acréscimo de 4,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (2.066 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (2.025 euros/m2), tendo o Centro e o Alentejo registado os valores mais baixos (984 euros/m2 e 1.007 euros/m2, respectivamente). A Região Autónoma dos Açores apresentou o maior crescimento homólogo (14,0%), tendo-se registado uma única redução, no Algarve.
Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação desceu 0,1%. O Norte apresentou o crescimento mais elevado (1,4%), ocorrendo a descida mais acentuada no Algarve (-3,0%). O valor mediano das moradias T2 manteve-se em 1 150 euros/m2, tendo as tipologias T3 subido 10 euros para 1.187 euros/m2, e as T4 descido 36 euros, para 1 242 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 89,6% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.
De acordo com o Índice do valor mediano de avaliação bancária, em Novembro de 2023, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Região Autónoma da Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação 35,0%, 32,2%, 11,9% e 11,3%, respectivamente, superiores à mediana do país. Beiras e Serra da Estrela, Alto
Tâmega e Alto Alentejo foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-48,4%, -48,3% e -48,0% respetivamente).
Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de Novembro de 2023, foram consideradas 29.251 avaliações (19 032 apartamentos e 10 219 moradias), mais 14,5% que no mesmo período de 2022. Em comparação com o período anterior, realizaram-se mais 2.387 avaliações bancárias, o que corresponde a um acréscimo de 8,9%.

Renda de novos contratos cresceu em média 10,5% e 18 dos 24 municipios mais populosos registaram crescimentos superiores ao do país 
 

No 3º trimestre de 2023 (dados provisórios) a renda mediana dos 23.                                                                                                                                  717 novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu 7,25 euros/m2.
Este valor representa um crescimento homólogo de +10,5%, embora seja inferior à variação homóloga registada no 2º trimestre de 2023 (+11,0%). Relativamente ao trimestre anterior, a renda mediana do 3º trimestre de 2023 diminuiu ligeiramente (-0,3%).
No 3º trimestre de 2023 (resultados provisórios), a renda mediana aumentou, face ao trimestre anterior, em 13 das 25 sub-regiões NUTS III, destacando-se as sub-regiões Alentejo Litoral (+12,7%), Alentejo Central (+12,1%), Baixo Alentejo (+11,6%) e Cávado (+11,3%). 
A renda mediana também cresceu nas áreas metropolitanas do Porto (+4,4%) e de Lisboa (+3,4%). Por outro lado, os maiores decréscimosforam registados nassub-regiões Terras de Trás-os-Montes(-11,4%) e Alto Alentejo (-10,2%).
O valor das rendas situou-se acima do valor nacional nas sub-regiões Área Metropolitana de Lisboa (11,40 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (8,79 euros/m2), Área Metropolitana do Porto (8,22 euros/m2), Algarve (8,03 euros/m2) e Alentejo Litoral (7,47 euros/m2). Tal como em anteriores trimestres, Terras de Trás-os-Montes (2,64 euros/m2) registou a menor renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento.

Açores destaca-se 
com crescimento de +25,9%

Face ao período homólogo, no 3º trimestre de 2023, a renda mediana aumentou em todas as sub-regiões NUTS III, com excepção do Alto Alentejo (-9,3%) e do Alto Tâmega (-2,2%). Destacaram-se, com crescimentos superiores a 15%, a Região Autónoma dos Açores (+25,9%), o Cávado (+18,0%), Alto Minho (+17,2%), o Tâmega e Sousa (+17,1%), a Região Autónoma da Madeira (+16,4%), o Alentejo Central (+15,4%) e o Alentejo Litoral (+15,3%).
No 3º trimestre de 2023, quatro das cinco sub-regiões com valores medianos de rendas superiores ao nacional registaram também taxas de variação homóloga superiores à observada para o conjunto do país – Área Metropolitana de Lisboa (11,40 euros/m2; +12,5%), Região Autónoma da Madeira (8,79 euros/m2; +16,4%), Área Metropolitana do Porto (8,22 euros/m2; +12,4%) e Alentejo Litoral (7,47 euros/m2; +15,3%). A exceção foi a sub-região do Algarve (8,03 euros/m2; +7,4%).

Resultados trimestrais nos Municípios com mais de 100 mil habitantes

No 3º trimestre de 2023, a renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento aumentou nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes. Deste conjunto, destacaram-se com crescimentos homólogos superiores a 20%, os municípios de Setúbal (+23,1%) e de Lisboa (+20,9%).
No 3º trimestre de 2023, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, registaram rendas medianas iguais ou superiores à nacional (7,25 euros/m2), com exceção de Santa Maria da Feira (5,28 euros/m2). Desse conjunto de municípios, apenas Sintra (+10,3%), Maia (+9,9%) e Seixal (+7,9%) apresentaram taxas de variação homóloga inferiores à referência nacional (+10,5%), tendo os valores mais elevados sido registados em Setúbal e Lisboa.
Os municípios do Funchal (10,06 euros/m2 e +17,2%) e de Braga (7,26 euros/m2 e +14,0%) também apresentaram rendas medianas e variações homólogas superiores às nacionais.

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